O que aprendemos em Bali | Lessons we learned from travelling to Bali

O que aprendemos em Bali | Lessons we learned from travelling to Bali

A semana passada falámos um pouco sobre a nossa grande viagem. E agora que já sabem que fomos visitar a Ilha dos Deuses, está na altura de vos contar tudinho. Ficámos em Bali 15 dias, onde tivemos tempo para visitar e aprender sobre a cultura Balinesa (para verem mais ou menos como repartimos a nossa viagem, espreitem este post). Bali é uma ilha tão rica, em cultura, costumes, paisagens e templos mas afinal, o que levamos desta viagem para o nosso dia-a-dia?

Last week we finally revealed that we travelled to Bali. And now that you know we visited the Island of the Gods, it’s time we tell you everything. We stayed for 15 days, and we had time to visit and learn about Balinese culture (to see how we divided out time, check out the blog post). Bali is such a rich island, in culture, customs, landscapes and temples but what part of this trip do we take with us for our day to day?

 

 

Uma pessoa muito sábia (obrigada P.!) disse em conversas durante o nosso tempo em Bali, que uma das coisas que gostava de fazer quando viajava era pensar no que podia aprender e transportar para a sua vida quando voltasse a casa. E acho que numa viagem como Bali, não podia fazer mais sentido. Acho que Bali tem tanto para nos ensinar por isso, aqui fica o que aprendemos em Bali.

A wise person said (thanks P.!) in our many conversations while in Bali, that one thing she loved about travelling was to think about what she learned on the trip to take home with her. And I think in a trip to Bali, that couldn’t make more sense. I think Bali has so much to teach us, so here’s some thing we learned while we were there.

 

Mais gratidão | More gratitude

É incrível ver como os Balineses são agradecidos por tudo à sua volta. Numa das muitas visitas guiadas que tivemos a sorte de fazer, com um guia fantástico, onde visitamos Purah Besakih, aprendemos que a maior parte das vezes, as oferendas aos deuses ou Canang Sari, não são feitas para pedir alguma coisa mas sim, para agradecer. Os Balineses agradecem às árvores pelo ar, às casas pelo abrigo, aos deuses pelas coisas boas que têm na vida.

It’s incredible to see that Balinese are thankful for everything around them. In one of our guided tours, with an amazing guide to Purah Besakih, we learned that most of the time, the offerings or Canang Sari, aren’t made as a way to ask for anything but to show gratitude. Balinese are grateful for everything, the trees for air, the houses for shelter, the gods for all the good things in life.

 

 

Não vos consigo explicar bem aquilo que senti quando ouvi isto mas inspirou-me muito para trazer um bocadinho mais de gratidão para o dia-a-dia. É tão fácil queixar-me quando as coisas não correm tão bem ou quando algo podia ter corrido melhor, estar agradecido por aquilo que é, é muito mais complicado mas sabe muito melhor.

I can’t even begin to explain how I felt when I heard this and it inspired me to bring it to my day to day life, It’s so easy to complain when things aren’t what we expect or when things don’t go exactly how we want them, being thankful is much harder but it tastes so much better.

 

Colhemos aquilo que semeamos | What goes around comes around

 

 

A religião maioritária em Bali é a religião hindu , o que significa que, em Bali, o karma comanda a vida. E a lei é que colhemos o que semeamos. Sempre gostei muito desta ideia e em Bali não me podia ter sentido mais em casa. A ideia de que se semearmos bondade, colhemos bondade é muito reconfortante para mim e esta estadia em Bali só serviu para reforçar isto. Para além disso, a maneira como todos em Bali nos cumprimentam com um sorriso deixa-nos logo rendidos.

Balinese religion is hindu, which means that in Bali, karma commands life. And the law is what goes around, comes around. I always loved this idea and in Bali I couldn’t have felt more at home. The idea that if we spread kindness it will revert back to us is so comforting. Besides, the way everybody greets us with a smile in Bali is contagious.

 

A expectativa é a morte da felicidade | Expectations are the death of happiness

 

Esta lição tem pano para mangas, acreditem. Tenho de começar por dizer que achei Bali um destino de sonho. E já está planeado o regresso. Dito isto, também convém dizer que Bali não é só o que se vê nas fotografias. Num mundo onde o Instagram é rei, é fácil encantarmo-nos com as fotografias de Bali, mas não nos podemos esquecer que estamos no sudeste asiático, com tudo o que isso significa. Claro que isto não faz de Bali menos bom, na minha opinião é precisamente o contrário, faz Bali ainda mais rico.

This lesson has so much to it. I must start by saying that I thought Bali was a dream. And returning to it is already on our plans. That being said, Bali isn’t just what you see on photos. In a world where Instagram is king, it’s easy to get charmed with Bali photos but we can’t forget that we are in southeast Asia, with everything that entails. Of course that doesn’t make Bali less enjoyable, in my opinio, it just makes it richer.

 

 

E por falar em fotografias, as expectativas que às vezes criamos sobre elas também nos pode impedir de apreciar o que está à nossa volta. É tão fácil perdermo-nos nas fotografias de sonho que encontramos por aí tanto de Bali como de outros sítios. Antes de irmos para esta viagem, eu e o D. tínhamos falado que em vez de estarmos focados em tirar aquela fotografia, em recriar exactamente aquilo que tínhamos em mente, que íamos apreciar mais o momento. Sim, posso não ter muitas fotos, podem nem estar todas lindas, mas sei que vivi o momento presente e para uma pessoa ansiosa que vive dentro da própria cabeça 24/7, isso fez toda a diferença.

And speaking of photos, expectations we create there sometimes also stop us from enjoying what’s around us. It’s so easy to get lost in dreamy photos that we find, from Bali and other places. Before we went, D. and I has a talk and decided that instead of chasing that photo, of being focused on recreating the perfect shot, that we’d enjoy the moment more. Yes, I may not have many photos, and they all may not be perfect, but I know I lived in the moment, and for an anxious person, who spend most of her time in her head, that makes all the difference.

 

Desapega e não compliques! | Detach and don’t complicate!

 

Ver outras culturas e a maneira como as pessoas vivem as vidas acho que é uma das melhores formas de nos enriquecer. E em Bali, ver a simplicidade com que as pessoas vivem torna-nos muito mais humildes. Coisas tão simples como carne para comer numa refeição é um privilégio, e rapidamente percebemos que aquilo que precisamos mesmo na nossa vida para viver bem, é muito pouco. Em Bali, espero ter aprendido a não complicar e a desapegar mais das coisas que acho que preciso, para apreciar o que é mesmo importante.

Experiencing other cultures and the way people live their lives is one of the best was to enrich ourselves. And in Bali, seeing the simplicity with which people live is humbling. Things so simple, that we take for granted, like meat is a privilege, and we quickly realise that what we really need in our lives to live happy is so much less that we thought. In Bali, I hope I’ve learned to be more detached from things I think I need, and appreciate what really matters. 

 

 

E aqui estão as lições que espero ter aprendido em Bali. Foi uma viagem tão rica em todos os aspectos que eu podia estar a falar sobre o que aprendi durante horas. E vocês? O que levam das vossas viagens?

And here are the lessons I hope I learned from Bali. It was such a rich trip that I could talk about what I learned for hours. What about you? What have you learned from your trips?

 

XOXO,

 

J.

 



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